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domingo, 27 de setembro de 2009

Chuva...


Chuva



As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir



Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir



São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder



Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer



A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera



Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob a chuva
há instantes morrera



A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

Por Mariza - Chuva

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