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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O cinzento das palavras, um texto vazio de soluções,uma crise dificil, mas só para alguns e dificil de entender para o mais comum dos mortais.

Eu mesmo fico admirado, por ainda não ter perdido algum do meu tempo, a comentar sobre este "monstro" que nos está a assolar nos últimos tempos.
Esta crise de que se fala constantemente, que é real, e que se instalou confortávelmente, propagando-se aos quatro cantos do mundo, como se de um vírus informático se tratasse, está a mexer com a vida de cada um de uma forma assustadora. Este virus, que nos entra pelas portas dentro sem pedir licença, via TV, Rádio, Jornais, etc,. está a criar um desassossego constante no seio das familias e na nossa vida profissional. Há uma grande insegurança e o sobressalto é constante. Esta preocupação de saber que poderemos acordar no dia seguinte, sem meios para sobreviver, porque se perdeu tudo, tira-nos o sono frequentemente, porque sentimos que estamos nas mãos de quem criou ou ajudou a criar este monstro. E o curioso é que ainda não foi criado o anti-virus adequado, apesar de nos tentarem passar a ideia contrária.
Tudo isto me preocupa, e não estou a passar ao lado desta situação sem precedentes. O nivel de gravidade desta crise ainda é do desconhecimento da maioria. Penso que nem os nossos governantes, nem a maioria dos grandes lideres europeus e mundiais, estarão, ou quem sabe, talvez não quererão acreditar, no cataclismo em que todo este imbróglio poderá resultar. Mesmo que o saibam, tenho a percepção, que andarão mais preocupados em soluções, cujos resultados irão beneficiar mais, quem menos precisa. Como sempre, quem paga qualquer crise é aquele que menos culpa tem no cartório, e não o real culpado. Não se ouve tocar o clarim para reunir, para que em conjunto e com o sacrificio de "todos", num esforço sério e honesto, sem olhar a politiquices e interesses desmedidos, se possa enfrentar o touro pelos "cornos", oferecendo o peito com a coragem necessária ao momento que se vive. O que tenho assistido, apesar de nos levarem a pensar precisamente a ideia contrária, é uma posição, que mais se assemelha com a de um circo romano, onde os grandes senhores se divertiam, assistindo aos lautos banquetes oferecidos aos leões esfomeados, e onde os protagonistas principais, eram o repasto, porque pobres, enfraquecidos e subjugados pelo poder de alguns, não tinham força nem capacidade para reagir. É esta a ideia que tenho neste momento e até posso estar enganado, aliás adorava mais que ninguém, poder vir aqui um dia destes contrariar este meu pessimismo, mas estou muito céptico quanto ao futuro. Tenho medo, e como eu de certeza que muitos mais o terão. As informações, discussões, foruns, e tudo o mais à volta deste tema, pouco me têm esclarecido quanto ao nosso futuro. Pouco, ou mesmo nada, tenho absorvido de positivo, e o que nos estará reservado para os próximos tempos. E é por isso mesmo, e por não ser nenhum expert na matéria, que não tenho feito qualquer comentário, até porque sinto que faço parte de uma maioria que como referi, se sente impotente e nas mãos destes Hackers do século XXI.
Liga-se a televisão e os debates são mais que muitos. Os ditos cujos especialistas vomitam postas de pescada com uma facilidade impressionamte (alguns deles aproveitando o momento para subir uns degrauzitos, vindos sabe-se lá de onde, que isto de aparecer na TV não é nada que se deva desaproveitar).
Os politicos...fazem politica! Os senhores do dinheiro sorriem com tudo isto, como se nada de muito grave se passasse. Discutem-se milhões, biliões, triliões, "quilhões de milhões". E nós? "Tadinhos" vamos assistindo com cara de parvos a estas cenas televisivas, com a esperança de perceber alguma coisa e que nos finalmentes nos digam aquilo que queremos ouvir, mas que por motivos óbvios nunca é dito.
Concluindo, apenas sei que, como toda a gente, e repetindo-me um pouco, esta crise está a mexer com o nosso bem estar, tirando-nos a tranquilidade, pelo receio do que possa vir a ser o nosso amanhã e o dos nossos filhos. Acho que nos andam a enganar e que antes de mais, quem pode, estará a tentar salvar o seu coiro, Espero estar errado como já referi.
Vou acabar por aqui, até porque relendo o que já escrevi, cheguei à conclusão de que acabei por não dizer quase nada, apesar da extensão do texto. e senti-me um pouco igual a todos estes "iluminados" (os experts) que tenho visto e ouvido de há algum tempo a esta parte. Desculpem apenas o tempo que vos fiz perder. Uma boa noite.
(fish)

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