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domingo, 29 de junho de 2008

España - Spain - Espanha Campeã da Europa 2008


CAMPEÕES DA EUROPA 2008

PARABÉNS !

ESTÁ BEM ENTREGUE!


Alemanha - 0 * Espanha - 1

F. C. Porto - Vencedor da Taça de Portugal de Hóquei em Patins





F. C. Porto, após ter ganho o 17º campeonato de Hóquei em Patins na semana passada, venceu hoje a 12ª Taça de Portugal na mesma modalidade, tendo igualado o S.L.B.. A dobradinha foi conseguida, conforme era o nosso desejo. Parabéns F.C. Porto!

sábado, 28 de junho de 2008

... Da minha Janela...

05:53 - Adivinhava-se um nascer de sol com muito calor

07:03 - Há que aproveitar o Sábado, já está um dia quente

(fotos: fish)

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Em tempo de crise....

FÉRIAS - VERÃO 2008

Diários de um casal

DIÁRIO DELA :
Ele ficou esquisito a partir de sábado à noite.
Tínhamos combinado encontrarmo-nos num bar para beber um copo antes de jantar. Andei às compras a tarde toda com as amigas e pensei que o seu comportamento se devesse ao meu atraso de vinte minutos. Mas não. Nem sequer fez qualquer comentário, como lhe é habitual.
A conversa e o sítio não estavam muito animados, por isso propus irmos a um lugar mais íntimo para podermos conversar mais tranquilamente.
Fomos a um restaurante caro e elegante. A comida estava excelente e o vinho era de reserva. Quando veio a conta, ele nem refilou e continuava a portar-se de forma bastante estranha. Como se estivesse ausente.
No caminho para casa, já no carro, disse-lhe que o amava. Ele limitou-se a passar o braço por cima dos meus ombros, de forma paternal e sem me contestar. Não sei como explicar a sua atitude, porque não disse que me queria como faz habitualmente. Simplesmente não disse nada. Começo a ficar cada vez mais preocupada.
Chegámos por fim a casa e, nesse preciso momento, pensei que ele me queria deixar.
Tentei fazer com que falasse sobre o assunto mas ele ligou a televisão e ficou a olhá-la com um ar distante.
Por fim, desisti e disse-lhe que ia para a cama. Mais ou menos dez minutos depois, ele entra no quarto e deita-se a meu lado. Para enorme surpresa minha, correspondeu aos meus beijos e carícias e acabámos por fazer amor. Não foi tão intenso como o normal, mas ele pareceu gostar. Apesar de continuar com aquele ar distraído que tanto me aflige. Depois, ainda deitada na cama, resolvi que queria enfrentar a situação e falar com ele o quanto antes. Mas ele já tinha adormecido. Comecei a chorar e continuei a fazê-lo pela noite dentro, até adormecer quase de manhã.
Estou desesperada, já não sei o que fazer. Estou praticamente convencida que os seus pensamentos estão com outra.
A minha vida é um autêntico desastre!
DIÁRIO DELE:
O Benfica perdeu. Pelo menos dei uma queca...

Mini-Férias, hoje ao fim do dia e durante uma semaninha!

E para animar clicar AQUI

Tribalistas - Já sei namorar

Tribalistas - Velha Infância

Você é assim

um sonho pra mim

e quando eu não te vejo

eu penso em você

desde o amanhecer

até quando eu me deito

eu gosto de você

e gosto de ficar com você

meu riso é tão feliz contigo

o meu melhor amigo é o meu amor

e a gente canta

e a gente dança

e a gente não se cansa

de ser criança

a gente brinca

na nossa velha infância

seus olhos meu clarão

me guiam dentro da escuridão

seus pés me abrem o caminho

eu sigo e nunca me sinto só

Você é assim

um sonho pra mim

quero te encher de beijos

eu penso em você

desde o amanhecer

até quando eu me deito

eu gosto de você

e gosto de ficar com você

meu riso é tão feliz contigo

o meu melhor amigo é o meu amor

e a gente canta

e a gente dança

e a gente não se cansa

de ser criança

a gente brinca

na nossa velha infância

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Chegou o verão, e com ele...

… o calor!
Chegou a época de pôr de lado aquela roupa que nos incomoda, de nos libertarmos, de ficarmos mais leves.
Com ele vieram: o brilho natural da claridade do dia e a temperatura amena das noites, o sentimento delicioso da brisa que passa no corpo quente.
Ah, o verão!
O colorido quente dos corpos molhados.
A nudez descalça na frescura do chão que se pisa.
O frio do gelo na garganta, de uma bebida tomada numa esplanada qualquer.
O suave cheiro da maresia numa noite de luar.
O verão…
…é o renascer do indivíduo;
É o fim da hibernação;
É a face tolhida pelos rigores passados, que dá lugar ao sorriso num rosto colorido, pelo calor absorvido;
É o libertar dos corpos e das paixões;
É o fim das burkas ocidentais, para dar lugar às tangas tropicais;
É a mulher que passa despida de preconceitos, num bamboleio sensual;
É o homem que passa, respirando a sua masculinidade;
É a música que se ouve, nas noites de verão;
É o sentir da vida;
É um re-carregamento solar da energia perdida;
O verão…
…são os amantes que se amam, numa duna qualquer;
É o brilho do olhar de uma criança, brincando no areal;
É a sensualidade dos corpos bronzeados, que se beijam;
É o libertar do sentimento reprimido;
É o esquecimento provisório, de uma vida mal vivida;
O verão…
…é a igualdade dos homens, em corpos desnudados
.

(fish)

Anedota do dia

Uma mulher muito charmosa e atraente que está num bar, gesticula graciosamente para o barman que imediatamente se aproxima. Quando ele chega, ela, muito sedutora, faz sinal para que ele se aproxime.
Ela começa a acariciar-lhe o cabelo e a barba, passando e repassando os dedos carinhosamente, e pergunta-lhe:
- Você é o proprietário? - passando vagarosamente as mãos pelo seu rosto.
- Não! - responde ele.
- Você podia chamá-lo? Preciso falar com ele! - Diz ela afagando o cabelo ao barman.
- Acho que não poderei ajudá-la, pois ele não está cá hoje - Diz o barman já profundamente excitado com a situação.
- Posso fazer algo por si? - Pergunta ele.
- Claro que pode! Preciso que lhe dê um recado. - Diz ela, massajando-lhe a barba e enfiando dois dedos na boca do barman, deixando que ele os chupe levemente - Diga-lhe que não há papel higiénico, nem sabonete para lavar as mãos, na casa de banho das senhoras!

Benfica na Liga dos Campeões...

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Visão, audição e tacto...não há como escapar!

Estou a ficar cada vez mais cegueta, vejo pior ao perto dia após dia. Noto que piorei desde que trabalho com monitor LCD. de fraca qualidade. Além de serem os que fazem pior à vista, as empresas para pouparem uns euros, adquirem normalmente os mais batatos e aqueles que estão a cair em desuso nas reapectivas marcas. Sempre se faz um optimo negócio e esgotam-se os stocks daquilo que já não se vende no mercado, lucrando ambas as partes. Um bom LCD, com certos requisitos minimos, sempre é mais caro. É normal isto acontecer em quase todo o lado...qualquer coisa serve, e sempre se lucra mais uns milhões para pagar reformas e indemnizações chorudas a administradores com meia dúzia de anos de serviço. Mas como ia dizendo, esta vista não está famosa, mas com a crise que estamos a passar, tenho facilitado um pouco mais e não tenho ido ao oftalmologista como seria desejável, mas temos de cortar em alguma coisa, não é? Mas prometo que vou um dia destes. Há que ter cuidados com a vistinha, até porque não quero deixar de ter o prazer de apreciar o que de belo tem este mundo, e sempre posso evitar de olhar para o que não quero. Por outro lado dá um certo jeito ver mal ao perto, não se distinguem os preços exorbitantes que se praticam, e fica-se iludido, pelo menos por algum tempo, pois quando a conta bancária atinge o fundo nos primeiros dias de cada mês, não adianta nada a cegueira, mesmo que não se consiga visionar o saldo bancário, a matemática é uma ciência exacta e nada há a fazer.
Estou também a ficar um pouco surdo, mas já de há algum tempo a esta parte. Nem sempre ouço aquilo que devia, e por vezes ouço aquilo que não devia. Mas quanto à relativa surdez de que padeço, quanto a isso, acho que não vou tomar nenhuma medida, sempre poupo umas croas que os aparelhos estão caros, e consomem muitas pilhas. E pensando bem é muito util no dia-a-dia, sempre se pode passar um pouco ao lado das mixordices e de todas as balelas que vomitam para cima de nós. Tem também a vantagem de percebermos mal os politicos. Se falam na crise, poderemos perceber bife, se falam que o desemprego vai aumentar, com problemas de audição sempre se poderá ouvir que o emprego vai aumentar e por aí adiante...por isso mesmo, vou deixar que a minha crise auditiva aumente, pelo menos não ouço tudo aquilo que não quero.
Mas se por qualquer motivo ficar sem a vistinha e a audição, sempre tenho o tacto. Se por um lado deixo de ver e ouvir o que não quero, pelo menos posso apalpar, os materiais, as frutas, os sólidos, etc e tal....mas também é frustrante meter as mãos nos bolsos e encontrá-los vazios, não restando nada mais que jogar bilhar de bolso...é, é triste, acho que prefiro ter a vistinha e a audição em ordem (sempre posso fazer-me de surdo quando quero), não deixando de utilizar o tacto, para não perder o hábito, nunca se sabe o que nos reserva o futuro. Bom, mas de balelas já chega por hoje, façam por conservar a vossa vistinha, tenham cuidado com os ouvidinhos e não deixem de ter cuidado com as vossas mãozinhas, não as metam em qualquer sitio!
Uma boa noite e como dizia o outro "Façam por ser felizes"
(fish)

Madonna - Justify my love



Madonna Lyrics
Justify My Love Lyrics

terça-feira, 24 de junho de 2008

Sensualidades


O(s) abutre(s)

O ABUTRE
O abutre é uma ave repelente.
Incapaz de caçar pelos seus próprios meios, depende da sorte de encontrar uma presa vulnerável para se alimentar.
Na Natureza, está no ponto mais baixo da cadeia – é um necrófago. Este facto torna-o repugnante, nojento, para os outros seres vivos – excepto para os outros abutres.
Tem um cérebro diminuto, é lento, desajeitado, incapaz de se alimentar caçando presas que dão luta, e por isso faz uma festança quando apanha alguma coisinha para matar a fome. Quando isso acontece, os abutres juntam-se em bando, desesperam-se por algum bocado de carniça que conseguem subtrair da carcaça, e não raro lutam entre si para saciar a fome. Então é vê-los com aquele ar agressivo, uns contra os outros, com o bico adunco coberto de vísceras, ameaçando de morte o seu semelhante por aquele bocadinho de alimento que nenhum mereceu, que não foi capaz de obter, mas que lhe caiu nas garras por obra e graça do destino. Está condenado a alimentar-se de restos – se tiver a sorte de os receber, já que não tem talento nem aptidão, já que é um incapaz.
O abutre é o novo símbolo do ....

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Festas de S. João no Porto - IV

Festas de S. João no Porto - III (Algumas quadras)

Abre este lenço e verás
Quatro ramos floridos
Também lá verás no centro
Nossos corações unidos
------------
S. João olhai que as moças
não vos acendem fogueiras,
se as não tiras este ano
do estado de solteiras
----------------
Debaixo da oliveira
É que é o namorar
Tem a folha miudinha
Não entra lá o luar.
Na noite de S. João
É bem tolo quem se deita
Antes de pular e bailar
Na caminha ainda feita.
Ó meu rico S. João
Ó Meu Santo Milagreiro
Lembra-te aqui da gente
E traz-nos mais dinheiro
-------------
Ó Maria vem comigo
Prás Antoninhas dançar
E enquanto nos rodamos
Bem podemos namorar.
No S. João do Porto
Havia sempre orvalhada
Agora a vida é moderna
Não deixa de ser ingrata
Já não se ouve a cantilena
Um eurozinho para a cascata.
(Susana e Sónia (Porto)


domingo, 22 de junho de 2008

Festas de S. João no Porto - II

A História de um Feriado
( Texto original, publicado na Revista Ponto de Encontro de Julho de 2001 )

Os festejos de S. João na cidade do Porto são já seculares e a origem desta tradição cristã remonta mesmo a tempos milenares. Mas foi só no século XX que o 24 de Junho passou a ser feriado municipal na Invicta, proporcionando um merecido dia de folia a milhares de tripeiros. E tudo graças a um decreto republicano e a um referendo aos portuenses, promovido pelo Jornal de Notícias. A história é curiosa e mostra o protagonismo que, já na altura, a Comunicação Social tinha no modus vivendi urbano. Estávamos em Janeiro de 1911 e a República Portuguesa dava os primeiros passos. A monarquia tinha sido destronada apenas três meses antes, com a revolução de 5 de Outubro de 1910. O Governo Provisório da República assumia a governação do país e, desde logo, começava a introduzir mudanças na sociedade portuguesa que espelhavam, muito naturalmente, os ideais da nova ordem republicana. Numa tentativa de implementar a nova ordem junto da população, o Governo Provisório redefiniu os dias feriados em Portugal. Por decreto, a República instituiu como feriados nacionais o 31 de Janeiro (primeira tentativa - falhada - de revolução republicana, em 1891, no Porto), o 5 de Outubro (instauração da República) e o 1º de Dezembro (restauração da independência em 1640), para além do Natal e do Ano Novo. Mas o mesmo decreto impunha, a cada município do país, a escolha de um dia feriado próprio: "As câmaras ou commissões municipaes e entidades que exercem commissões de administração municipal, proporão um dia em cada anno para ser considerado feriado, dentro da area dos respectivos concelhos ou circumscripções, escolhendo-os d'entre os que representem factos tradicionaes e característicos do município ou circumscripção". E foi com este propósito que a Comissão Administrativa do Município do Porto reuniu a 19 de Janeiro de 1911. Segundo o relato do Jornal de Notícias, o "velho e conceituado republicano, sr. Henrique Pereira d'Oliveira" logo sugeriu a data de 24 de Junho para feriado municipal. O facto não causa espanto. Afinal de contas, o S. João era, já na altura, uma festa com longa tradição na cidade do Porto. A primeira alusão aos festejos populares data já do século XIV, pela mão do famoso cronista do reino, Fernão Lopes. Em 1851, os jornais relatavam a presença de cerca de 25 mil pessoas nos festejos sanjoaninos entre os Clérigos e a Rua de Santo António e, em 1910, um concurso hípico integrado nos festejos motivou a presença do infante D. Afonso, tio do rei (a revolução republicana apenas se daria em Outubro).

Referendo popular

Contudo, a sugestão de Henrique d'Oliveira de eleger o S. João como feriado municipal da Invicta foi contestada por outros membros da Comissão Administrativa do Município do Porto, que mostraram opiniões diversas. Foi então que "o sr. dr. Souza Junior lembrou, inspirado n'um alto princípio democrático, que não devia a Commissão deliberar nada sem que o povo do Porto, por qualquer forma, se pronunciasse em tal assumpto". Para solucionar o imbróglio, o Jornal de Notícias dispôs-se a organizar um surpreendente referendo popular para escolher o feriado municipal. Logo no dia 21 de Janeiro, somente dois dias após a reunião da Comissão Administrativa, foi colocado na primeira página do jornal o anúncio da "Consulta ao Povo do Porto", explicando toda a situação e a forma de participação. As pessoas teriam que enviar, até ao dia 2 de Fevereiro, "um bilhete postal ou meia folha de papel dentro de enveloppe" para a redacção do jornal, com a indicação do dia de sua preferência. E, para recompensar o trabalho dos leitores, o Jornal de Notícias oferecia "dez valiosos premios" - o mais valioso era de 10 mil réis, cerca de cem escudos - a serem sorteados de entre todos aqueles que votassem no dia eleito. Nos dias seguintes, o Jornal de Notícias fez o relato diário da emocionante votação. A vitória foi quase só discutida entre o dia de S. João, já com larga tradição na cidade, e o 1º de Maio, Dia do Trabalhador, a que não será alheio o facto de a cidade do Porto ser considerada "a capital do trabalho". No dia 22 de Janeiro já se davam conta dos primeiros resultados: "a votação de hontem, que foi grande, dá maioria ao 1 de Maio, seguido pelo 24 de Junho (S. João) e N. S. Conceição [8 de Dezembro]". No dia 24 - o Jornal de Notícias não foi publicado no dia 23, segunda-feira, porque o matutino encerrava ao domingo! -, deu-se uma reviravolta nos resultados: o 24 de Junho trocava de lugar com o 1º de Maio, ficando na posição de mais votado. Porém, a 25, num dia em que "a votação cresceu imenso", o 1º de Maio quase passava novamente para a liderança da votação. Mas foi no dia 26 de Janeiro que o resultado da votação começou a ficar definido, ao que muito se deve a forte participação popular do dia anterior, como relata o Jornal de Notícias desse dia: "Só hontem vieram tantos votos como em todos os dias anteriores. O dia de S. João tem enorme maioria. O dia 1 de Maio já está muito em baixo". E, a 27, o próprio jornal já dava como certo o vencedor: "Positivamente o dia mais votado é o de S. João. O dia 1 de Maio fica muito para trás. Augmenta bastante o de N. S. Conceição". Durante os dias seguintes foram publicados os resultados provisórios diários, sem que tivesse havido alterações de maior no sentido de voto dos portuenses. Até que, a 4 de Fevereiro de 1911, foram publicados os totais finais da consulta popular: o dia 24 de Junho foi o mais votado, com 6565 votos, seguido pelo 1º de Maio, com 3075 votos, o dia de Nossa Senhora da Conceição, com 1975 votos, e o dia 9 de Julho, com oito. "Ficou, pois, vencedor o dia de S. João que é aquele que o povo do Porto escolhe para ser o de feriado municipal". Só não se sabe se o vencedor do sorteio chegou a receber os seus 100 escudos, pois registada só ficou a promessa de que "o sorteio dos 10 prémios a que esta consulta dá lugar far-se-á em um dos próximos dias"...
(Texto originalmente publicado na revista "Porto de Encontro", Julho de 2001)

Festas de S. João no Porto - I

S. João do Porto, eremita natural do Porto, ( séc. IX ), viveu a sua vida eremítica na região de Tuy, em frente a Valença, tendo sido sepultado em Tuy. No séc. XVII ainda aí se conservavam as sua relíquias, de grande veneração entre os fieis, que acreditavam que S. João os salvaria das febres. Diz a tradição , que a cabeça de S. João do Porto, foi trazida pela Rainha Mafalda no séc. XII, para a Igreja de São Salvador da Gandra e que parte dessa relíquia teria sido levada para a capela da "Santa Cabeça", na Igreja de N ª Sra. Da Consolação, na Cidade do Porto. O facto da sua festa se ter celebrado a 24 de Junho talvez explique o facto de ter o seu culto sido absorvido pelo de S. João Baptista, cujo nascimento ocorreu no mesmo dia 24 de Junho e a que o povo dedicou através dos tempos forte devoção e grandes festas, mantendo-se ainda hoje muito viva a tradição das fogueiras de S. João de origem muito antiga, ao mesmo tempo que substituíam as festas pagãs do solstício.
Festas de forte caris popular, o S. João do Porto é uma festa que nasce espontaneamente, nada se encontra combinado, embora a festa se vá preparando discretamente durante o dia, é normalmente depois do jantar, constituído por sardinhas assadas, batatas cozidas e pimentos ou entrecosto e fêveras de porco na brasa, acompanhadas de óptimas saladas, jantar obviamente regado com vinho verde ou cerveja, mais modernamente. Findo o jantar, os grupos de amigos começam a encontrar-se, organizando rusgas de S. João, como são chamadas. As pessoas muniam-se de alhos pôrros e molhos de cidreira, actualmente as armas, são outras, mudaram para martelos de plástico, duros e ruidosos, mas que acabaram por ser bem aceites e hoje já fazem parte da tradição, Há alguns anos atrás, o S. João limitava-se a uma área da cidade que era constituída, pelas Fontaínhas ( Ponto nevrálgico ), R. Alexandre Herculano, Praça da Batalha, R. Santa Catarina, R. Formosa ou R. Fernandes Tomás, R. de Sá da Bandeira, R. Passos Manuel, Praça da Liberdade, Av. dos Aliados, R. dos Clérigos, Praça de Lisboa, e no retorno, subindo-se a R. de S. António, estava praticamente concluído o percurso obrigatório. A par deste percurso, que juntava para cima de meio milhão de pessoas, que tornavam as ruas pejadas de gente, e onde não há atropelos, as zaragatas são de imediato sustidas pelos populares, os beligerantes rapidamente selam a paz com mais um copo e uma pancada de alho pôrro de amizade. O S. João do Porto é uma festa onde ricos e pobres convivem uma noite de inteira fraternidade e onde a festa é constante. Nos bairros, a festa continua e as comissões organizadoras de cada uma mantém o baile animado até altas horas da madrugada. No tempo áureo do alho pôrro quem chegasse ao Porto vindo de fora, estranharia o odor espalhado pela cidade...efectivamente ela cheirava a alho.
Nos dias de hoje, o S. João espalhou-se pela cidade, além do seu palco tradicional, estendeu-se até a Ribeira, ás Praias da Foz , á Boavista e por ai fora. Vai as discotecas, aos pubs e bons restaurantes. Tornou-se mais cosmopolita e em alguns casos mais selectivo . Modernizou-se, sofisticou-se e de certa forma, acompanhou os tempos ,até penso que se tornou mais jovem.
Mas muita da tradição ainda se mantém: Em barracas ou espalhados pelo chão lá estão os manjericos ( Planta tradicional do S. João ) , as tendas das fogaças, as farturas, o algodão doce, as pipocas, as barracas da sardinha assada e dos comes e bebes. Os matraquilhos, os carroceis, as pistas dos carros. As tendas de venda das louças de barro, das cutelarias, o tiro ao alvo e as tômbolas. Durante toda a noite, centenas de balões são lançados e muito fogo de artificio particular é queimado, pela meia-noite o tradicional fogo de artificio , faz sempre furor pela sua beleza. No fim e já alta madrugada é ver os foliões procurarem as padarias onde o pão acabado de fazer e ainda quentinho vai confortar as barrigas para um merecido descanso.
(textos tirados na net na sua maior parte)

sábado, 21 de junho de 2008

PINK FLOYD - PULSE - TAKE IT BACK

Só de pensar que perdi a oportunidade de assistir a um espectáculo destes, até fico doente só de pensar.